Grávida de 25 anos morre após parto no Hospital de Samambaia, no DF; é o segundo caso em uma semana
14/07/2026
(Foto: Reprodução) Maria Aparecida Galdino dos Santos, segunda grávida a morrer no Hospital Regional de Samambaia em uma semana
Arquivo Pessoal/Reprodução
Uma grávida de 25 anos morreu na última segunda-feira (13), horas após dar à luz no Hospital Regional de Samambaia, no Distrito Federal.
A TV Globo apurou que Maria Aparecida Galdino dos Santos, de 25 anos, deu entrada no Hospital de Samambaia na noite de domingo (12), já com fortes dores.
A mulher pediu à equipe médica a realização de uma cesariana mas, segundo a família, a equipe médica induziu um parto normal. A criança, Helena, nasceu às 12h de segunda-feira (13) e foi colocada em observação por ter ingerido líquido durante o nascimento.
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Já a mãe, chamada por amigos e familiares de "Cida", teve uma hemorragia logo após o parto. A equipe médica atuou no socorro, mas a morte foi declarada às 20h de segunda.
É a segunda morte de gestante registrada no mesmo hospital público do Distrito Federal em menos de uma semana. Veja detalhes do outro caso no vídeo abaixo:
Grávida morre no Hospital de Samambaia, no DF
A TV Globo apurou que Cida trabalhava em uma pizzaria em Samambaia e tinha se mudado há pouco tempo para o Recanto das Emas.
Além da recém-nascida Helena, Maria Aparecida deixa um filho de 9 anos e o marido.
Em nota (veja íntegra abaixo), a Secretaria de Saúde afirmou que determinou a imediata apuração da morte, e que "as ocorrências envolvendo gestantes na unidade exigem uma investigação rigorosa e célere".
A pasta afirma, ainda, que "não é conveniente com quaisquer falhas" e que, se houver culpados, eles serão "rigorosamente responsabilizados".
Família aponta erros médicos
A família de Cida lista uma série de supostos erros médicos que teriam ocasionado a morte da jovem.
Além de desconsiderar o pedido de uma cesárea, a equipe médica teria "esquecido a placenta" dentro da gestante após o parto. A retirada do órgão, horas depois, teria causado a hemorragia que levou à morte de Maria Aparecida.
Ao longo da segunda-feira, a paciente chegou a ser levada para a UTI para a contenção do sangramento. Mas, segundo a família, a hemorragia "voltava a cada cinco minutos".
Até a tarde desta terça-feira (14), o corpo de Maria Aparecida seguia no Hospital Regional de Samambaia em razão da apuração interna das causas da morte.
O que diz o governo?
Leia abaixo a íntegra da nota divulgada pela Secretaria de Saúde do DF:
A Secretaria de Estado de Saúde do Distrito Federal determinou a imediata apuração das circunstâncias envolvendo o óbito da gestante no Hospital Regional de Samambaia.
As ocorrências envolvendo gestantes na unidade exigem uma investigação rigorosa e célere para apurar a existência de eventuais falhas no procedimento de assistência.
A Secretaria não é conivente com quaisquer falhas. Se forem constatadas responsabilidades, todos os envolvidos serão rigorosamente responsabilizados, com a adoção imediata das medidas administrativas, disciplinares e legais cabíveis.
A apuração é conduzida com absoluta prioridade e rigor.
A Secretaria somente se manifestará sobre as circunstâncias do atendimento após a conclusão da investigação, em respeito aos fatos e ao devido processo.