Flávio Bolsonaro diz que 'não há nada de errado' na relação com Vorcaro e afirma que Eduardo errou no tarifaço

  • 28/08/2026
(Foto: Reprodução)
Tralli e Renata entrevistam Flávio Bolsonaro, candidato a presidente pelo PL; veja íntegra O senador e candidato à Presidência da República pelo PL, Flávio Bolsonaro, concedeu nesta sexta-feira (28) entrevista à Globo. Conduziram o programa os jornalistas Renata Vasconcellos e César Tralli. Veja os principais destaques da entrevista com Flávio Bolsonaro: Caso Master e dinheiro de Vorcaro para filme Flávio Bolsonaro afirmou que não há "absolutamente nada de errado" em ter buscado o ex-banqueiro preso Daniel Vorcaro, do Banco Master, para bancar um filme sobre o pai, Jair Bolsonaro. O candidato voltou a dizer que pediu a Vorcaro um patrocínio privado para o filme "Dark Horse", que não recebeu repasses diretamente e que não houve contrapartidas envolvidas no pedido. "Não tem absolutamente nada de irregular nesse filme", disse. "Esse foi um patrocínio, não teve nenhuma transferência para Flávio Bolsonaro", afirmou. Em maio, o site "The Intercept Brasil" revelou mensagens e um áudio em que Flávio Bolsonaro cobra dinheiro de Vorcaro, acusado de fraudes bilionárias, para a produção de "Dark Horse". Segundo a reportagem, Vorcaro repassou R$ 61 milhões para financiar a produção. Esses pagamentos são investigados pela Polícia Federal, em inquérito autorizado pelo ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF). A PF apura se esses recursos foram usados para pagar contas do ex-deputado Eduardo Bolsonaro, irmão de Flávio, nos Estados Unidos, e se houve desvio de emendas parlamentares para financiar o filme. Flávio Bolsonaro ( PL) responde a pergunta sobre relação com Vorcaro Questionado sobre a natureza da relação com Vorcaro, a quem enviou uma mensagem dizendo "estarei sempre contigo", Flávio Bolsonaro respondeu: "A única relação que eu tinha com ele era sobre esse filme, mais nada". "Eu não queria que essa obra de arte fosse perdida, né? Era um sonho que tava se realizando ali. Foi uma forma de garantir que esse filme acontecesse", afirmou. Flávio Bolsonaro (PL) responde sobre mensagens trocadas com Vorcaro Flávio Bolsonaro foi perguntado sobre por que não apresentou publicamente o contrato com Vorcaro, a planilha detalhada de gastos, a lista de investidores e quanto cada um colocou no projeto. Ele afirmou que o dinheiro do ex-banqueiro preso foi integralmente usado na produção e que a produtora responsável apresentou uma prestação de contas antes do prazo de 30 dias estabelecido por ele. “Eu falei: ‘Quero, em 30 dias, que a produtora apresente uma prestação de contas’. E, antes desse prazo, a prestação de contas foi feita, inclusive na investigação que estava acontecendo na Polícia Civil de São Paulo”, disse. Flávio Bolsonaro ( PL) responde por que não apresentou todas as explicações sobre 'Dark Horse' Uma reportagem publicada pelo g1 em junho informou que a defesa da empresária Karina da Gama, dona da produtora Go Up Entertainment, anexou ao inquérito que investiga a produção do filme, conduzido pela Polícia Civil de São Paulo, o relatório de uma perícia contratada por ela mesma, no qual aponta gastos de R$ 75 milhões. No entanto, a perícia não apresentou nenhum recibo ou nota fiscal dos gastos, tampouco da origem do dinheiro recebido para produzir o filme. O perito contratado pela produtora afirmou que não teve acesso ao fundo americano que recebeu recursos de Vorcaro e não apresentou notas fiscais, comprovantes de transferências, nomes de financiadores nem o caminho percorrido pelos R$ 75 milhões. Questionado sobre a ausência dessas informações, Flávio afirmou que o filme “não tem um centavo de dinheiro público” e que a produção custou mais do que o valor obtido por meio do patrocínio. O candidato não tornou públicas as planilhas de custos nem o contrato do filme, apesar de ter sido questionado diversas vezes sobre esses documentos. Flávio Bolsonaro ( PL) responde por que não apresenta contrato do 'Dark Horse' Visita a Daniel Vorcaro Perguntado se considerava adequado ter visitado Daniel Vorcaro no fim de 2025, quando o banqueiro já havia sido preso e estava de tornozeleira eletrônica, Flávio não respondeu diretamente. O candidato afirmou que sua relação com Vorcaro era privada, negou ter oferecido qualquer favorecimento e direcionou as críticas ao presidente Lula. “O que não é adequado é um presidente da República recebendo, em uma reunião secreta, um banqueiro, prometendo ajudá-lo a resolver o problema do seu banco. Então, fica a pergunta aqui: quem deve explicações é o Lula”, afirmou. Flávio Bolsonaro (PL) responde a pergunta sobre visita a Vorcaro Sobre esse encontro com Vorcaro, ocorrido no fim de 2024, Lula afirmou em fevereiro de 2026 que recebeu o então banqueiro a pedido, em compromisso sem registro na agenda oficial do Palácio do Planalto. Segundo o presidente, o ex-ministro Guido Mantega foi quem levou Vorcaro para vê-lo. "Ele então me contou da perseguição que estava sofrendo, que tinha gente interessado em derrubar ele, não sei das quantas...", disse Lula. "O que eu disse pra ele: 'não haverá posição política pró ou contra o Banco Master. O que haverá será uma investigação técnica, feita pelo Banco Central'. Foi essa a conversa", afirmou. Atos golpistas de 8 de janeiro de 2023 Questionado sobre os ataques de 8 de janeiro de 2023 e quais garantias pode apresentar ao eleitor de que não tentará um golpe de Estado, Flávio Bolsonaro criticou a condenação do pai. Afirmou que "uma grande farsa foi armada" para "tirar Bolsonaro da vida pública". Flávio Bolsonaro (PL) responde sobre tentativa de golpe após eleições de 2022 Jair Bolsonaro foi condenado pelo STF a 27 anos e 3 meses de prisão por cometer sete crimes, entre eles organização criminosa armada, tentativa de golpe de Estado e tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito. Flávio disse que o pai "foi julgado pelos seus inimigos" e citou o ministro Alexandre de Moraes. Flávio Bolsonaro (PL) responde sobre depoimentos de generais que confirmam plano de golpe O candidato foi questionado sobre depoimentos de generais que fizeram parte do governo Bolsonaro e que basearam o processo que condenou o ex-presidente e outros integrantes do gabinete, como o do general Mario Fernandes, que confirmou ter sido autor de um plano para assassinar Lula, Moraes e o vice-presidente, Geraldo Alckmin. Segundo as investigações, o plano não foi concluído porque o grupo não conseguiu cooptar o comando do Exército. "Se esse general planejou isso, a responsabilidade é dele", respondeu Flávio Bolsonaro. Segundo o candidato, depoimentos como os do brigadeiro Baptista Júnior e do general Freire Gomes, que mencionaram que houve um risco iminente de golpe de Estado e pressões para que militares aderissem a uma ruptura institucional, não eram graves. "Não é grave porque está partindo de uma pessoa como esse comandante da Aeronáutica, que hoje está pedindo voto para Lula. Uma pessoa completamente parcial para falar sobre o presidente Bolsonaro", disse. Ao criticar o STF e a condenação de Jair Bolsonaro, Flávio disse: "Eu sou o único candidato que pode trazer segurança jurídica de volta. Sou o único candidato que pode recolocar as instituições no seu devido lugar para que o Supremo volte a cumprir a Constituição." Tarifaço de Trump Flávio responsabilizou Lula pela imposição das tarifas ao Brasil por parte do governo dos Estados Unidos, comandado por Donald Trump. “Foi o Lula que cavou com força. O Lula procurou muito essa tarifa, xingou, ameaçou. Ele conseguiu. Parabéns, Lula, você conseguiu tarifar as empresas brasileiras”, disse. Flávio Bolsonaro ( PL) responde sobre tarifaço de Trump e declarações do irmão O candidato reconheceu que o irmão, Eduardo Bolsonaro, deputado federal cassado e condenado por tentar interferir no processo contra o pai, errou ao agradecer pela imposição de tarifas ao Brasil. Ainda assim, defendeu Eduardo e disse que ele não pediu pelo tarifaço. "Eu acho que ele errou de agradecer com relação às tarifas. O trabalho que ele fez lá para conscientizar e a decisão quem tomou foi o governo americano, não foi o Eduardo Bolsonaro. Portanto, ele não tem absolutamente nada a ver com isso, né? O governo podia ignorar o que ele estava falando." "Ele [Eduardo] nunca pediu tarifas para empresas brasileiras", disse Flávio. "Inclusive, eu fiz questão de também no mesmo dia vir a público dizer que era contrário a isso, que não defendia, que ia defender os interesses das empresas brasileiras e ia trabalhar para a retirada dessas tarifas junto ao governo americano, como eu fiz." Flávio Bolsonaro (PL) responde sobre fala de Eduardo de agradecimento aos EUA PIX e EUA Questionado sobre uma fala de Eduardo Bolsonaro, de que colocaria o PIX em negociação com os Estados Unidos como resposta ao tarifaço, Flávio Bolsonaro afirmou que não vai levar o tema para negociações com o governo Trump caso se eleja presidente. "De forma alguma. O PIX é sagrado, é do brasileiro", afirmou o senador. "Isso foi uma distorção do que ele [Eduardo] falou. Ele só disse 'aqui nos EUA tem uma ferramenta parecida'. O que é o PIX? É um meio de pagamento." Flávio Bolsonaro (PL) responde sobre PIX e chance de negociação com os EUA Respeito ao resultado da eleição Flávio Bolsonaro (PL) responde a pergunta sobre urnas eletrônicas Sobre declarações anteriores a respeito das urnas eletrônicas, Flávio negou ter duvidado da confiabilidade do sistema eleitoral e disse que respeita o processo eleitoral: "Quero dizer a todos vocês que vou respeitar o processo eleitoral, vou respeitar o resultado das eleições. Eu estou concorrendo com essas regras, eu vou ser presidente da República com essas regras." Em seguida, Flávio foi questionado se respeitará o resultado das urnas, mesmo se perder. E respondeu: "Com certeza eu vou adorar que você anuncie o meu nome como presidente naquela bancada do Jornal Nacional." Renata Vasconcellos insistiu na pergunta: "E se perder, candidato?". Flávio respondeu: "Eu não vou perder essa eleição. E eu digo mais: vou ganhar no primeiro turno". O candidato reconheceu ter divulgado uma informação errada ao afirmar que uma empresa venezuelana fabricava urnas usadas no Brasil. “Eu disse que a empresa que fez as urnas eletrônicas era uma empresa venezuelana. Falei errado. Ela apenas participou de alguns processos ao longo do processo eleitoral que o TSE estava organizando." Dívida pública Flávio Bolsonaro (PL) responde sobre ajuste fiscal, salário-mínimo e aposentadoria Ao falar sobre a proposta de estabilizar e reduzir a dívida pública, Flávio defendeu um “ajuste fiscal forte” e afirmou que, se eleito, cortaria gastos com a redução de ministérios. O candidato, no entanto, não apresentou o tamanho do ajuste em reais ou em percentual do PIB, nem estabeleceu um prazo para alcançar a meta, como havia sido questionado. Flávio relacionou o endividamento das famílias à política econômica do governo Lula. “Você, que está me acompanhando, provavelmente está endividado ou conhece alguém que está endividado, mas a culpa não é sua. A culpa é desse atual governo”, afirmou. O candidato atribuiu o nível dos juros aos gastos do governo e disse que uma redução da taxa Selic diminuiria as despesas com juros da dívida. “Se fosse um governo que cortasse na carne, um governo que economizasse, certamente a sua dívida não estaria nesse nível”, disse. Salário mínimo Flávio Bolsonaro não respondeu se irá alterar a forma como é feito cálculo para definir o reajuste de salário mínimo, que hoje é baseado na inflação e no crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) dos dois anos anteriores. "Eu não vou fazer economia do povo mais sofrido", afirmou o senador, sem dizer explicitamente se vai manter a atual base de cálculo. Segundo ele, "quem recebe salário mínimo hoje está perdendo o poder de compra pela gastança do governo". O candidato afirmou que não vai fazer economia com aposentados e que vai combater a corrupção como forma de fazer economia com as contas públicas. Homenagem a miliciano Flávio Bolsonaro afirmou que concedeu uma honraria ao miliciano Adriano da Nóbrega, chefe de um grupo de matadores, quando ele era visto como um “policial exemplar”. Na época, no entanto, Adriano era acusado de homicídio. O miliciano foi morto em uma operação policial na Bahia, em 2020. “Essa homenagem foi feita há mais de 20 anos, se não me engano, no momento em que ele era um policial reconhecido. [...] Eu não posso ser responsabilizado pelo que a pessoa se transforma depois de cinco, dez, 15, 20 anos. Não está no meu controle isso”, disse Flávio Bolsonaro. Flávio Bolsonaro responde sobre homenagem a um dos maiores matadores do Brasil Sobre ter empregado a mãe e a esposa de Adriano em seu gabinete na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro, quando era deputado estadual, o candidato afirmou que conheceu os familiares quando Nóbrega estava preso e disse que a mãe dele participava de movimentos de defesa de policiais. Segundo Flávio, ela fazia a intermediação entre demandas de famílias de policiais militares e seu gabinete. “Trabalhava direitinho, sem problema nenhum”, declarou. Apoio a Rodrigo Bacellar Flávio foi questionado sobre o apoio a Rodrigo Bacellar (União) para o governo do Rio de Janeiro. Ex-presidente da Alerj, Bacellar foi cassado e preso pela Polícia Federal sob suspeitas de exercer a liderança política do Comando Vermelho. "O nome dele surgiu numa composição partidária no Rio de Janeiro, em que ele estava sendo indicado por um partido que estava na nossa coalizão. Ele tem o direito de se defender e de provar a inocência dele ou não na Justiça", disse. Flávio Bolsonaro responde a pergunta sobre proximidade com Rodrigo Bacellar Indicação de eventual ministro Flávio Bolsonaro indicou que, se for eleito, terá o médico oftalmologista Claudio Lottenberg como ministro da Saúde. Segundo o candidato, a saúde é uma prioridade dele. Flávio Bolsonaro (PL) na bancada para ser entrevistado por Renata Vasconcellos e César Tralli. Globo/ Manoella Mello "Eu vou transformar a saúde pública numa saúde de qualidade, o SUS vai ser moderno", disse. Claudio Lottenberg é presidente do conselho do Hospital Israelita Albert Einstein, da Conib (Confederação Israelita do Brasil) e do Instituto Coalizão Saúde (ICOS). Foi conselheiro consultivo da Unicef e possui mestrado e doutorado pela Unifesp. Em nota divulgada após a entrevista de Flávio Bolsonaro, Lottenberg confirmou ter conversado com o candidato e afirmou que, por sua experiência, está sempre disposto a contribuir com o país. Aquecimento global Na entrevista, Flávio foi questionado sobre falas em que negou a existência do aquecimento global. "Pra mim o que acontece hoje é que são eventos climáticos que são extremos, né? Excesso de calor, excesso de chuva, excesso de seca. Tem épocas que são cíclicas, né? Que faz mais calor, que faz mais frio, e eu não acho que isso tenha a ver diretamente só com a influência do ser humano no meio ambiente." Flávio Bolsonaro ( PL) responde a pergunta sobre aquecimento global Sobre a Amazônia, o candidato disse acreditar que o problema seja mais criminal que propriamente ambiental, e citou casos em que o Comando Vermelho estaria explorando ouro em terras indígenas. Questionado sobre quais ações planeja para mitigar mudanças climáticas, que não constam no plano de governo, Flávio completou que a melhor forma de proteger o meio ambiente é oferecer saneamento básico à população. Entrevistas com os candidatos A entrevista de Flávio Bolsonaro foi a quinta de uma série com os candidatos à Presidência da República. Na segunda-feira (24), o participante foi Romeu Zema(Novo); na terça (25), Ronaldo Caiado(PSD); na quarta (26), Renan Santos (Missão); e na quinta (27), o presidente Lula, que busca a reeleição. Reveja como foram as entrevistas de Zema, Caiado, Renan e Lula. A Globo convidou os seis candidatos mais bem posicionados na pesquisa de intenção de voto divulgada pela Quaest em 14 de agosto. A ordem das entrevistas foi definida por sorteio, com a presença de representantes dos partidos. Confira a data da próxima entrevista: 29 de agosto (sábado): Augusto Cury (Avante) Esta é a primeira vez que as entrevistas da Globo com candidatos ao Palácio do Planalto são após o Jornal Nacional, e não dentro do telejornal. Após a exibição, a entrevista vai ficar disponível na íntegra no g1 e no Globoplay. O 1º turno das eleições será em 4 de outubro. Lula, Flávio Bolsonaro, Renan Santos, Ronaldo Caiado, Augusto Cury e Romeu Zema: candidatos à Presidência da República Divulgação Quem é Flávio Bolsonaro Flávio Bolsonaro, de 45 anos, é advogado, empresário e senador pelo Rio de Janeiro. Filho mais velho de Jair Bolsonaro, o “01” entrou na política aos 21 anos, em 2002, quando foi eleito deputado estadual no Rio. Exerceu quatro mandatos na Alerj e, em 2018, chegou ao Senado com mais de 4,3 milhões de votos, tornando-se uma das principais vozes de defesa do governo do pai e da direita. Em 2026, disputa pela primeira vez a Presidência da República pelo PL. Flávio Bolsonaro, candidato do PL à Presidência da República Globo/ Manoella Mello A candidatura foi anunciada em dezembro de 2025, após uma articulação com Jair Bolsonaro e Eduardo Bolsonaro, e Flávio foi apresentado como o herdeiro político do pai. A escolha, porém, enfrentou resistência entre setores da direita que consideravam Tarcísio de Freitas uma alternativa mais competitiva. Inicialmente, apresentou-se como uma versão “mais moderada” do pai, mas endureceu o discurso contra o STF e voltou a repetir informações falsas sobre as urnas eletrônicas. Na trajetória política, Flávio construiu a atuação principalmente em torno da segurança pública e de pautas conservadoras. Em 2014, propôs o programa Escola Sem Partido na Alerj e, em 2016, disputou a Prefeitura do Rio, terminando em quarto lugar. Em 2007, fez declarações favoráveis à atuação de policiais que integravam milícias, mas posteriormente afirmou que não defende esses grupos. No Senado, propôs diferenciar o uso dos termos “milícia” e “esquadrão” em um projeto sobre crime organizado. A carreira de Flávio também foi marcada pelo caso das “rachadinhas”. Ele foi denunciado pelo Ministério Público em 2020 sob acusação de comandar um esquema de desvio de salários de funcionários quando era deputado, com suspeitas de lavagem de dinheiro por meio de imóveis e de uma franquia de chocolates. As provas foram posteriormente anuladas por decisões judiciais relacionadas ao foro privilegiado. Durante as investigações, Flávio comprou uma mansão de cerca de R$ 6 milhões em Brasília e afirmou que a aquisição foi legal. Em 2026, a campanha ainda enfrentou turbulências relacionadas ao caso “Dark Horse” e a disputas familiares, incluindo um racha com Michelle Bolsonaro, posteriormente seguido por uma trégua. Veja as principais propostas de Flávio, registradas no plano de governo entregue ao TSE: Classificar facções criminosas, como PCC e Comando Vermelho, como organizações terroristas e ampliar o rigor no combate ao crime. Redução da maioridade penal de 18 para 16 anos. Em crimes como estupro, tráfico, tortura e assassinato, a maioridade passaria para 14 anos. Criação de cinco novos presídios federais de segurança máxima, castração química para estupradores, fim da progressão de regime em casos de feminicídio e aumento da pena para furto de celulares. Criar um sistema voluntário de pontuação para recompensar comportamentos como fazer cursos, manter contas em dia, poupar, conseguir emprego ou formalizar um negócio. Os pontos poderiam ser trocados por juros menores, cashback, crédito facilitado e descontos em serviços. Criação da Central da Mulher e de um aplicativo para atendimento de mulheres em situação de vulnerabilidade. Transformar o Supremo Tribunal Federal em uma “Corte Constitucional”, limitando decisões monocráticas, restringindo quem pode propor determinadas ações constitucionais e ampliando a presunção de constitucionalidade de atos do Legislativo. Acabar com o foro privilegiado de deputados e senadores, estabelecer quarentena de um ano para ministros do governo indicados ao STF, combater nepotismo e conflito de interesses e redefinir competências do CNJ e do CNMP. "Tesouraço” nos gastos públicos prevê a redução de pelo menos dez ministérios, cargos comissionados e despesas administrativas, além do combate a penduricalhos e supersalários no setor público. Estímulo ao empreendedorismo por meio do programa Minha Primeira Empresa, com capacitação pelo Sistema S e crédito da Caixa. Revisão da reforma tributária. Contratos de trabalho de menor custo para jovens de 18 a 24 anos e para trabalhadores com mais de 50 anos.

FONTE: https://g1.globo.com/politica/eleicoes/2026/noticia/2026/08/28/flavio-bolsonaro-entrevista-globo.ghtml


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